Estudantes desocupam prédio principal da UFV após 13 dias

Instituição diz que edifício foi entregue “em perfeitas condições”.
Reitora assinou documento com reivindicações dos estudantes.


Os estudantes que ocupavam o edifício Arthur Bernardes (Bernardão), no campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV) liberaram o prédio na manhã desta segunda-feira (31). Segundo publicação na página do movimento Ocupa Bernardão, a decisão de desocupar ocorreu após atendimento das pautas locais do movimento estudantil pela instituição.

Ainda na publicação, o grupo afirma que continua mobilizado contra a a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. “Saímos da caixinha pra seguir com o calendário de lutas de colegas por todo o país! Não estamos derrotados, agora somos mais que uma ocupação, somos um movimento que não pode mais ficar preso ou ser parado!”, diz a nota.

Esdudantes desocupam prédio nesta segnda-feira após negociação com reitoria. (Foto: Claudio Paulon/Arquivo Pessoal)
Estudantes desocupam prédio nesta segunda-feira após negociação com reitoria. (Foto: Claudio Paulon/Arquivo Pessoal)

“PERFEITAS CONDIÇÕES”

A UFV divulgou nota sobre a desocupação e o funcionamento do Edifício Arthur Bernardes na manhã desta segunda-feira (31). Segundo a instituição, uma comissão formada por servidores da Universidade e ocupantes do movimento realizou vistoria no edifício e constatou que ele foi entregue em perfeitas condições.

Ainda segundo o texto, “órgãos e setores do edifício estudam formas para atender às demandas represadas nas últimas semanas e trabalham para retomar as rotinas de atendimento o mais breve possível”.

CONQUISTAS

Antes de desocupar o prédio, os estudantes entregaram uma carta à reitoria com uma série de reivindicações, as quais a administração da UFV se comprometeu em dar os encaminhamentos pertinentes. Dentre as ações acordadas, destaca-se a realização de seminários nos centros de ciências para discussão da conjuntura atual que afeta o contexto da educação pública brasileira. O conteúdo completo das reivindicações pode ser lido aqui.

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